terça-feira, 5 de outubro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

101 Peregrinos

O desafio era interessante: fazer 101kms em Espanha num caminho de Santiago.
Este ano o ‘caminho de Santiago de Inverno’ que se junta ao ‘caminho francês’ em Ponferrada, foi tornado oficial. Para comemorar decidiram criar esta prova, os ‘101 peregrinos’, pelos moldes da mítica prova ‘101kms ronda’. São cerca de 101kms para serem feitos a pé, de bicicleta, ou ambos, num máximo de 24 horas. Este tempo máximo, juntamente com a obrigatoriedade de levar luzes, e um track pouco preciso que apontava para mais de 2000 metros de acumulado, eram claros sinais da dureza da prova.
Junto aos carros, a equipa da Adefacec, 3 para btt, 1 para duatlo e 2 para marcha.


A concentração era no campo de futebol do complexo de atletismo de Ponferrada. Como pano de fundo tínhamos os picos das montanhas cobertos de neve.

Ao estilo dos caminhos de Santiago, cada participante tinha uma credencial que teria de ser carimbada em todos os postos de controle.
10:30 Mais de 800 bikes na partida, 724 para o btt e uma centena para o duatlo. A marcha partiria passado meia hora.

Apesar dos primeiros kms bastante rolantes primeiramente dentro da cidade e depois por carreiros junto ao rio Sil, aos 15kms já empurravamos a bike para ultrapassar cerca de 20% de inclinação.

Aos 20kms começavam as verdadeiras dificuldades: uns valentes kms em barro. Era impossível ir montado, e mesmo empurrando a bike, o barro ia acumulando nos pneus de tal forma que bloqueava completamente as rodas.

Foi um martírio sair daquela zona. O que vale é que depois de uma boa subida, havia em Santalla uma mangueira para poder restabelecer o funcionamento da bike.

Continuando, uma íngreme subida até ao castelo Cornatel...


Rápida descida e nova subida. Desta vez para o ponto mais bonito e mais alto da prova, cerca de 1000 metros. O miradouro de Orellan com vista sobre as Médulas:

Uma alucinante descida por estradão a 30/40/50kms por hora até Yeres para nova lavagem da bike. Uma subida e nova descida em estradão também a 40/50kms por hora até Puente Domingos Florez. Na subida seguinte os 60kms já começavam a pesar. E se até aqui tinha levado com uns aguaceiros, a partir daqui a chuva não deu mais tréguas.
Contudo na descida para Salas de la Ribera ainda deu para divertir um pouco e pôr a traseira a derrapar nos sucessivos ganchos que iam aparecendo. Lá em baixo, um repasto aguardava os resistentes com sandes, bolos, refrigerantes, etc. Daqui seguíamos por uma longa subida em single por um estreito vale, o que consumiu mais uma hora.

Estávamos novamente nas Médulas, desta vez na sua base. A partir daqui muita estrada, muito barro, muita chuva! Andamos algumas vezes por rios, literalmente.

As poucas subidas que apareciam eram feitas á mão pois mesmo as botas tinham dificuldade em subir paredes de barro. Quando voltávamos ao asfalto os óculos eram metralhados pelo barro impedindo a visão. Solução: tirar os óculos (daí o meu olhar sexy á chegada, eh eh). Os últimos 10kms foram de sofrimento, frio e exaustão e ainda tive de desmontar duas vezes para as câimbras não me bloquearem as pernas. A chegada depois de 8.47h, 104kms e 2600 metros de acumulado:

Como vêem, nem a muita chuva conseguiu lavar o barro.
O 1º demorou 5.48h, o último (apenas acabaram 529 dos 724 á partida) demorou 16.02h. Deu para ficar em 163º da geral e 60º da minha classe. Cumpri o meu objectivo que era acabar de dia.
Apesar do empeno (falta de pernas) um dia espectacular de BTT… Venha o CAMINHO FRANCÊS DE SANTIAGO

Fotos:

Track:

Cumps
Bruno Cunha

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Rojões e Espadal = S. Gonçalo Covelas 2010



S. Gonçalo de Covelas

“A devoção a São Gonçalo espalhou-se também ao longo dos caminhos da viandância em geral e particularmente da peregrinação jacobeia, aparecendo quase sempre ao lado de antigos caminhos e muitas vezes associada à de Santiago de Compostela. Por ter sido também ele um peregrino, São Gonçalo tornou-se rapidamente o patrono dos caminhantes em geral e dos peregrinos em particular, uma verdadeira "devoção paralela" dos caminhos jacobeus portugueses.”


Será que é por isto que é tão especial o S. Gonçalo? Talvez por ser ele um peregrino e quase todos os ciclistas tem um certo sentimento de peregrino. Talvez pela belos repastos que proporcionam as festas em honra deste santo.

Mas como “amantes” da nossa gastronomia não podíamos recusar o chamamento que S. Gonçalo nos fez lá do alto do monte de Quereledo que prometia belos rojões regados pelo revigorante espadal.

Reunida a trupe lá fomos ao encontro dos outros bravos que nos esperava junto de outro ponto religioso de S. Pedro Fins e dai foi um instante até entrar no trilho que havia pensado.






Subida ao Bom Jesus que é a mais difícil do percurso, dali descemos em direcção a Alfena e logo aparece a primeira contrariedade e os primeiros abandonos com o Rui (com um problema técnico/táctico/logístico com falta de um dropout) e o Henrique em companhia.

Passada a fase mais escorregadia do percurso que provocou alguns momentos de boa disposição, o pessoal já reclamava pelo “repasto” e lá nos dirigimos para a santa festa e à chegada acampamos no 1º lavrador que tinha a porta aberta pois o “poiso” do costume estava pejado de caçadores de mouros.



Boa escolha! O pessoal comeu, bebeu e no final ainda tinha vontade de voltar pois algusn mesmo sugeriram que iriam ao local com as respectivas senhoras para um segundo “encore” de rojões e espadal.



Quando vínhamos embora recebemos uma chamada do pessoal perdido a avisar que estava a “pregar em outra freguesia” e que o tinto pinta línguas seria de qualidade…e pela foto está comprovado.



Em suma mais um excelente passeio entre amigos.

Venha o próximo.

Ficam as fotos.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

A Vaca Eriçada - 2010/01/02



Boas a todos,

Este percurso esteve marcado inúmeras vezes, por impossibilidade de uns, infortúnio de outros e outras coisas do acaso, foi sempre adiado e “como o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita” o passeio que se realizou no passado dia 2 não foi excepção.

À partida estávamos eu e o Bruno, e o tempo não inspirava muita confiança pois ameaçava chuva forte.

Conforme havíamos constatado no track de gps os primeiros km seriam de subida e com um inclinação assinalável pois a altimetria não enganava com um desnível de 790mts desde Ponte de Lima até à ligação para o Corno do Bico em apenas 15km.


A subida era constante e esmagadora no que diz respeito a pulsação e ritmo mas paulatinamente foi sendo conquistada km após km ficando as paisagens que nos acompanharam ao longo do percurso.A ideia inicial seria sair de Ponte de Lima, passar na aldeia da Vacariça e fazer um percurso já conhecido e que se revelou no reconhecimento topográfico antes da partida como sendo porreiro.


Depois de passarmos pela aldeia faltava a parte final da subida e que fez alterar os planos iniciais à medida que chegávamos ao topo.


À medida que subiamos as paisagens iam ficando mais idílicas e dignas de fotos para mais tarde recordar.




Mas a chuva tinha vindo para ficar e desta vez parecia gelo a embater contra o nosso corpo. A dada altura nem as mãos, de tão geladas que estavam, conseguiam travar o suficiente para conter a velocidade que a gravidade nos impulsionava. A primeira fase da descida levar-nos-ia até ao caminho Português de Santiago, passando pela Labruja, mas a meio desta já tínhamos decidido que iríamos regressar mais cedo optando por cortar pelo caminho de Santiago no sentido inverso até Ponte de Lima.




Rápida, serpenteante, perigosa a dita descida foi novamente alterada devida aquilo a que muitos chamam de arte nobre da caça!!! O percurso de peregrinos estava infestado de caçadores que esperavam que algum animal lhe aparecesse à frente para o chacinar com um tiro certeiro. Depois de passarmos por três destes “nobres” fomos informados por um deles que “vocês não podem andar aqui hoje…nem sonham no perigo em que andam!!! O que temos nas armas são balas reais que podem chegar a km de distancia e que vos podem atingir…Desapareçam daqui! Não viram as placas? Esta a decorrer uma montaria de caça grossa ao Javali.”
A verdade é que não vimos, nem havia placa nenhuma do lado que vínhamos a descer, apenas encontramos uma placa depois de ter descido praticamente toda a serra e termos chegado à estrada.

Resumindo, a Vaca estava definitivamente Eriçada e sabendo o que sabemos hoje mais valia ter ficado em casa. Chuva, vento, frio não nos metem medo agora tipos que andam aos tiros no meio de um caminho que é considerado por muitos sagrado ou algo parecido…isso já mete respeito.

No final e de regresso a Ponte de Lima com 44km feitos o que nos aguardava foi um bom banho na Pousada da Juventude de Ponte de Lima (agradecimento pelo acesso aos banho) e um petisco na tasca da D. Márcia.

Fica o cardápio:


E as fotos:
Vacariça


Um abraço e cuidados com os "nobres"

Nuno Cunha




O track:

domingo, 22 de novembro de 2009

“A Esmiuçar o Marão” – 31 Outubro 2009

Boas a todos.

40 foi o numero de amigos que compareceram para esmiuçar uma das serras mais duras da zona Norte: o Marão.

A ambição era grande face ao número e as diferenças de andamento que se fizeram sentir no decorrer do percurso mas à partida a o querer era grande e a impaciência tomava conta do pessoal no ponto inicial.
O guia era um amigo que conhecia muito bem a serra o que ajudou bastante - a ele os meus parabéns.
Então a história reza assim…

Partida foi dada cerca das 10:30 (mais coisa menos coisa) em frente à Escola Preparatória da Aboadela que depois serviu para os banhos no final. Primeiros quilómetros ainda dentro da povoação, com um sobe e desce continuo e depois a primeira “parede” do dia que nos iria levar ao primeiro troço em terra. Subida dura, constante, em alcatrão que deu para perceber o ritmo muito díspar entre os elementos do grupo. A subida levou-nos até à Capela de S. Bento onde foi tirada a foto de grupo.
Depois foi um rolar constante com uma zona muito porreira de se fazer mas que o congestionar de bicicletas e ciclistas a pé não permitiu desfrutar na sua plenitude mas , nos bocados que consegui fazer deu para perceber que deve ser um “espectáculo” descer aquilo “on fire” como diz o meu amigo Fernando Malho. Até Covelo do Monte foi a descer sob pedras milenares em que se notava os trilhos desgastados provocados pelos carros de bois…muito porreiro!
Depois da descida veio a inevitável subida que fez algumas baixas pois alguns dos elementos do grupo vinham a sofrer com cãibras já há muitos km.
A meio da subida tivemos o reforço com maçãs caseiras, oferecidas por um amigo meu com brinde em algumas, e com um copito de vinho oferecido pelo nosso amigo Fernando Fraquinho. O descanso durou pouco pois já estávamos atrasados e ainda faltava muito para subir. O que se avizinhava não era bom.

O percurso estava definido e seria uma dura e constante subida que nos levaria muito próximo dos 1000mt de altitude até ao parque de merendas de Lameiras. O percurso é fabuloso com vistas de cortar a respiração…
A chegada ao topo foi sinonimo de alivio para alguns pois a partir dali seria sempre a descer…Retemperadas as forças toca a descer a alta velocidade monte abaixo com drops muito porreiros pelo meio e com uma queda do Sr. Joaquim Pereira que não deixou mazelas.
Uma vez parados para auxilio do nosso amigo perdemos o contacto com o guia e não nos apercebemos de uma cortada fechada à direita e continuamos a descer enganados…mais abaixo alguns elementos decidiram subir ao se aperceberemdesta situação e outros continuaram. A escolha até nem foi muito má pois as paisagens valeram a pena…
Pena foi termos perdido o grupo e a chegada desfasada bem como o adiantado da hora.



Agradecimentos:

- Ao nosso guia que fez um excelente trabalho;

- Ao Clube de Caçadores do Marco que nos proporcionou os banhos;

- À Gamobar que patrocinou os frontais;

- Ao cunhado do Fernando Fraquinho e ao Fernando que nos cedeu e seguiu com a carrinha de apoio;

- À BikeStorm que no ofereceu os bidões de água;

- Ao Sr. Joaquim Pereira e ao Paulo Fernandes que “mexeram” as coisas para que tudo fosse possível;

Em suma…quero lá voltar!!!
Apesar de duro, a beleza e a exigência do local deixou esta vontade…e será breve.

Ficam as fotos.

Esmiuçar o Marão


Nuno Cunha

terça-feira, 3 de novembro de 2009

“Empeno à Galo” – 04/10/2009 5 Cumes Barcelos

Boas,

A visita aos cumes de Barcelos já faz parte da agenda BTTistica do clube e este ano não fugiu à regra com presença de um elemento apenas: Eu!
Por compromissos inadiáveis não foi possível aos meus companheiros de aventuras (Manel e Bruno) comparecerem nesta aventura que passa pelos cumes da bonita cidade de Barcelos.

O percurso foi feito à imagem de há dois anos em que começava pelo Monte da Franqueira em que o acesso foi feito por estrada o que permitiu “quebrar” o grupo para aliviar o congestionamento mas não resultou fruto da enorme afluência a este evento. Resultado: filas enormes e subidas feitas a pé!!!!

Ora então foi assim:

1º CUME
MONTE DE Nº SR.ª DA FRANQUEIRA
Altitude: 304 mts ::: Posto de Controlo ::: +- km 11

O acesso por estrada veio seccionar o pelotão mas não o suficiente devido ao número de participantes que era elevado. A paisagem era muito bonita mas o acesso estava muito congestionado conforme pode ser visto na foto.




2º CUME
MONTE DE MIDÕES/REMELHE
Altitude: 273 mts ::: Posto de Controlo e Abastecimento ::: +- km 20

O segundo cume era a grande novidade deste ano e não desiludiu. O reforço foi no alto deste monte onde as vistas eram soberbas. Nota muito positiva para o reforço pois tinha muito por onde escolher, mas não seria de esperar outra coisa desta organização. Mais uma vez a nota menos positiva foi para o congestionado acesso à aliciante descida que seguiu ao reforço e que não foi condignamente “curtida” devido a alguns camones que mais pareciam arrastadeiras do que bttistas. “Larguem os travões!!!!”





3º CUME
MONTE DE AIRÓ
Altitude: 393 mts ::: Posto de Controlo e Abastecimento ligeiro ::: +- km 35

O Monte Airó é considerado por muitos o “Gerês de Barcelos” e a alcunha assenta que nem uma luva, pois realmente é muito bonito e a vegetação assemelha-se à encontrada nos montes e vales idílicos do Gerês.
Nota positiva para este facto e para a existência de mais um abastecimento ligeiro (água e barritas) que foi a cereja no topo do bolo para a organização ao nível alimentar. Neste cume nada de negativo a apontar.




Como fiz o percurso sozinho e tinha uma dor chata no gémeo direito, apesar de ter passado a tempo no posto de controlo para atacar os restantes cumes, decidi desviar para o centro por precaução e não foi má escolha. A chega à cidade foi rápida e após passagem pela meta logo chegou o sms com o tempo: 4:24m.
Não foi grande tempo mas no final o que ficou foi um conjunto de recordações que superam qualquer tempo ou posição.

Neste ano, por incrivel que pareça, consegui que o banho fosse em água quente...e o almoço foi de alto nivel com comida de ciclista e tudo (esparguete).

RESUMO: Venha o próximo.

Ficam as fotos.

5 CUMES 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

3ª Rota da Cebolas - 06/09/2009

Boas a todos,

Aquilo que já esperava veio a concretizar-se neste que foi a 3ª Rota das Cebolas realizado no Castelo da Maia.

O dia amanheceu com bom aspecto e o pessoal que havia confirmado cumpriu o horário (mais ou menos como é costume) e lá fomos em direcção a mais um evento Caça Mouros.
A partida foi feita sem contratempos e a bom ritmo, com um numero interessante de participantes e quando entramos no monte deu para perceber o que nos esperava…um banho de pó.

Os trilhos já eram nossos conhecidos, o pessoal amigo também apareceu em força caso do BTT Team do Castelo e do pessoal do Clube Mondraker

No final o pessoal parecia que tinha vindo de uma batalha...todos camuflados hehehe.

Resumo uma manhã bem passada e coff, coff, coff bem empoeirada como calculava.


S. Pedro volta que estas perdoado!!!!

Venha o próximo e ficam as fotos.

ROTA DAS CEBOLAS



Abraço

Nuno Cunha



O track:

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Milha XXI - Na Senda dos Antigos I" - 25/07/2009 - Gerês


Boas a todos,

A intenção de explorar a Geira Romana, na zona de Terras de Bouro já estava há muito presente no nosso ficheiro de “Tracks To Do” e criadas as condições lá nos decidimos contemplar e conhecer os “mui” nobres antigos caminhos dos Romanos.

10:00 já pedalávamos por Terras de Bouro e logo começamos a percorrer os caminhos rurais que nos levariam ao nosso objectivo do dia.
Segundo o track que tínhamos, seria sempre a subir até ao km 15 altura em que atingiríamos a 890mt de altitude. A zona da Geira é lindíssima, sempre acompanhada com vegetação densa, com os menires característicos e reveladores da presença romana na região, com cursos de água abundantes e com garranos a presentear-nos com a sua presença.

Terminada primeira parte da Geira era altura de “empenar”…com o culminar no Monte St. Isabel. Subidas duras, com inclinação na ordem dos 8% e com um calor sufocante que nos levava a esgotar a água rapidamente.
A chegada ao ponto mais alto trouxe também paisagens muito bonitas e mais “habitantes naturais” (garranos) do parque que se abrigavam do calor numa mata de cedros . Após um reforço alimentar iniciamos a descida novamente até Terras de Bouro…A descida tinha um sinal de perigo com a indicação de 10% inclinação…foi sempre a abrir.
Finda a descida entrada novamente na Geira para a parte final e foi aí o ponto mais “perigoso” de todo o passeio…tivemos um encontro imediato com um espécime de origem bovino que não achou muita graça ter sido “empurrada” e vai daí toca a investir contra nós!!!
“Abre que ela vem aí!!!” mas a bicha lá se decidiu a deixar-nos passar em direcção ao nosso destino.

Chegada por volta das 14:30 a Terras de Bouro e hora do almoço com o sentimento de ter feito mais um percurso fantástico na zona do Gerês...

Venha o próximo.

Ficam as fotos.
GEIRA ROMANA

Nuno Cunha


O track:

domingo, 13 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

EMPENOS À BORLA


Rota das Cebolas

Local: Maia
Data: 6 de Setembro
Distância: 35kms (orientado por guias)
Autonomia: total (possível abastecimento no final)
Inscrições: não há

Passeio Rural
Local: Vila do Conde
Data: 12 de Setembro
Distância: 40kms (orientado por Gps)
Autonomia: abastecimento intermédio e abastecimento final
Inscrições: grátis; até 9 de Setembro

Raid das Marés
Local: Matosinhos
Data: 26 de Setembro
Distância: 80kms (orientado por guias ou por Gps)
Acumulado: 1260m
Autonomia: total
Inscrições: grátis; até 21 de Setembro

Manobras IX
Local: Famalicão/S.Tirso
Data: 3 de Outubro
Distância: 70kms (orientado por guias ou por Gps)
Acumulado: 2240m
Autonomia: total
Inscrições: não há

domingo, 9 de agosto de 2009

+ Fotos Maria da Fonte 2009

Boas

Afinal as fotos do Paulo Ministro tiradas nos Trilhos da Maria da Fonte V não estavam perdidas! Depois de uma demorada remodelação do site eis que surgem as fotos na zona técnica e enlameada. A boa notícia é que agora já se pode fazer o download das fotos com alguma qualidade (680x1024) pela módica quantia de 4€… dass
Seguem as fotos mitradas:

Cumps
Bruno Cunha

terça-feira, 14 de julho de 2009

Via Prata 2009 - Régua - Santiago Compostela





Ambição. Perseverança. Força de vontade. Sofrimento. Concretização

Palavras que definem a viagem que nos levou a partir de terras lusas com destino a terras de “nuestros hermanos” com um objectivo na mente: Santiago de Compostela.
À partida os números assustavam e depois de contas feitas e com 4200mts de altitude acumulada e passados 360km, o sentimento de dever cumprido sem nunca defraudar as nossas expectativas apesar dos contratempos, ao entrar na Praça do Obratório em Santiago de Compostela, foi, é e será sempre magnifico.


Dia 1

7:35 – Saída de Ermesinde de comboio até à Régua.
A viagem correu muito bem, sempre na cavaqueira, com as bikes bem acomodadas e com um “companheiro” de circunstância até Penafiel que até ajudou à missa com o revisor…os dois eram companheiros de pedaladas e só faltou fazermos a viagem de borla.

9:16 – Chegada à Régua.

Primeiro carimbo e logo a seguir ao café da praxe toca a pedalar em direcção a Vila Real. A intenção inicial seria seguir pela linha do Corgo, que foi fechada para obras de restauro, mas abandonada essa ideia decidimos fazer o percurso pela nacional 313 que liga Régua a Vila Real. Percurso muito bonito, com vales até perder de vista sempre com o Rio Corgo e a linha a nosso lado. As subidas acompanharam-nos praticamente até Vila Real mas pelas paisagens, pelas pessoas que até nos ofereceram boleia até ao cimo do monte para evitar as difíceis subidas, como pelas deliciosas cerejas que à noite fizeram estragos a alguns mais incautos, valeu a pena a nossa decisão “maluca” para muitos, em fazer esta ligação. A chegada a Vila Real levou-nos também ao almoço e mal engolido que estava logo nos fizemos à estrada em direcção a Chaves. A linha do Corgo de Vila Real até Vila Pouca de Aguiar está desactivada e faz-se sem problema até Tourencinho, altura em que temos de fazer um desvio pois esta parte da via está ainda por limpar…e confirmamos isto pois houve um caramelo que disse “vamos experimentar” e depois foram 2km a penar em cascalho grosso. Chegada a Vila Pouca tempo de reforço e toca a rolar, agora sim por ciclovia, até Pedras Salgadas. Tempo para mais um carimbo e dali a Vidago foi um instante bem como a ligação a Chaves

Dia 2


7:30 – Saída Chaves

O dia começou cedo, tomado o “petit déjeuné” arrancamos em direcção ao Caminho que nos levaria ao nosso destino. Percurso a par do rio, em estradão rápido e com fácil progressão, e rapidamente entramos em terras espanholas por Feces. Primeira vieira e a indicação no marco aparecia 200km que faltam para Santiago. As terriolas espanholas surgiam a bom ritmo e a falta de água que caracteriza este caminho já se fazia sentir uma vez que estariam certamente cerca de 30 graus. Chegada a Verin um pouco confusa pois tivemos de atravessar inúmeras obras que cortam o caminho a meio e não há indicações de alternativas. O GPS foi um meio muito útil com o nosso amigo Bruno nos comando e comigo a “atrapalhar” em algumas situações e a contribuir com alguma ajuda em outras. Almoço “light” e debaixo de um sol abrasador e com temperaturas a rondar seguramente os 35 graus, rumamos ao nosso objectivo sempre percorrendo o caminho passando por vilas e florestas que parecem permanecer intactas há já algum tempo apesar da afluência de peregrinos por estas bandas. A pernoita estava “marcada” para Vilar de Barrio, não sem antes passar por Laza onde começava uma das mais duras provações que iríamos sofrer ao longo do caminho. O pessoal da Guarda Civil sugeriu a subida por estrada mas, aventureiros como somos, nada disso toca a subir pelo Caminho. Começou em estradão largo, depois foi estreitando até que começou a “empenar” nos 290mts (mais coisa menos coisa ) e só parou nos 790mts altitude em apenas 3km. A chegada ao Albergue de Vilar de Barrio fez-se por uma descida muito porreira com o pessoal a atingir uma velocidade muito elevada que por vezes era difícil de conter visto o peso extra das mochilas. Tudo correu pelo melhor e o albergue tem muito boas condições..


Dia 3

8:00 – Saída de Vilar de Barrio

O tempo fresco e a “orvalhada” que se fazia sentir ajudou a fazer o percurso rolante até Xunqueira de Ambia. Os trilhos eram porreiros com zonas verdes deslumbrantes e com descidas muito divertidas. Dali a Ourence foi um instante e mais uma vez a entrada e saída da cidade não foi fácil…faltam indicações e o GPS foi um bom aliado. O que nos esperava (% de inclinação) após Ourence aliado ao calor fez mossa e acabamos esgotados no final do dia. A subida era íngreme, extensa e sem pontos água o que dificultou imenso a progressão. A pernoita foi em Cea, por culpa do cansaço que se abateu sobre mim, e no dia seguinte teríamos de recuperar o tempo perdido.

Dia 4

7:00 – Saída de Cea

O sino anunciava as 7:00 e já estávamos a encher as garrafas de água na fonte da “Plaza Mayor” de Cea e prontos para um dia que se adivinhava quente e muito duro…faltavam 104km até ao nosso objectivo!! Subimos até Oseira e ao descer a caminho de Dozon deparamo-nos com uma magnífica obra de arquitectura secular com uma dimensão brutal. Era o mosteiro de Osseria!! Muito bonito mesmo. À saída do pequeno almoço (com o sentimento de termos sido chulado pela dona do tasco) esperava-nos mais um empeno à espanhola..Subia, subia, subia…mas depois vinha o mais divertido..descidas. Passamos em Dozon e achamos por bem continuar a pedalar, apesar da fome já apertar, até Laxe onde decidimos repor energias. Ainda deu para descansar à sombra pois fazia imenso calor. Toca a pedalar e logo a seguir passamos Silleda, tempo para mais umas fotos, conversa, muita água e mais pedal..até Ponte Ulla. Depois de atravessar a ponte começamos a subir em direcção a Outeiro para o que iria ser o ultimo empeno até Santiago…subida manhosa, cheia de curvas com mais subidas. Depois desta malvadez foi descer e serpentear pelos montes e vales já com as 3 torres da catedral de Santiago à vista. A chegada foi preparada com afinco e com direito a “traje formal”…


Conclusão:


É verdade que fomos “malucos” na escolha do percurso. É verdade que demoramos mais um dia que o previsto e que não chegamos a fazer a etapa extra que o Manuel tinha colocado no dorsal (Santiago – Finisterra). É verdade que, e com pena nossa não conseguimos acompanhar a malta do nosso grupo. Mas também é verdade que passamos momentos muito bons ,com paisagens que só vistas, que passamos por dificuldades muito grandes mas conseguimos superar todas elas, que não tivemos um único problema mecânico nem uma única queda…enfim o titulo diz tudo aquilo que nos moveu, que nos fez pedalar e chegar a Santiago e dizer “ULTREIA ET SUSEIA”.

Um abraço e até à próxima.

Ficam as fotos.

Nuno Cunha

O track: