terça-feira, 3 de novembro de 2009

“Empeno à Galo” – 04/10/2009 5 Cumes Barcelos

Boas,

A visita aos cumes de Barcelos já faz parte da agenda BTTistica do clube e este ano não fugiu à regra com presença de um elemento apenas: Eu!
Por compromissos inadiáveis não foi possível aos meus companheiros de aventuras (Manel e Bruno) comparecerem nesta aventura que passa pelos cumes da bonita cidade de Barcelos.

O percurso foi feito à imagem de há dois anos em que começava pelo Monte da Franqueira em que o acesso foi feito por estrada o que permitiu “quebrar” o grupo para aliviar o congestionamento mas não resultou fruto da enorme afluência a este evento. Resultado: filas enormes e subidas feitas a pé!!!!

Ora então foi assim:

1º CUME
MONTE DE Nº SR.ª DA FRANQUEIRA
Altitude: 304 mts ::: Posto de Controlo ::: +- km 11

O acesso por estrada veio seccionar o pelotão mas não o suficiente devido ao número de participantes que era elevado. A paisagem era muito bonita mas o acesso estava muito congestionado conforme pode ser visto na foto.




2º CUME
MONTE DE MIDÕES/REMELHE
Altitude: 273 mts ::: Posto de Controlo e Abastecimento ::: +- km 20

O segundo cume era a grande novidade deste ano e não desiludiu. O reforço foi no alto deste monte onde as vistas eram soberbas. Nota muito positiva para o reforço pois tinha muito por onde escolher, mas não seria de esperar outra coisa desta organização. Mais uma vez a nota menos positiva foi para o congestionado acesso à aliciante descida que seguiu ao reforço e que não foi condignamente “curtida” devido a alguns camones que mais pareciam arrastadeiras do que bttistas. “Larguem os travões!!!!”





3º CUME
MONTE DE AIRÓ
Altitude: 393 mts ::: Posto de Controlo e Abastecimento ligeiro ::: +- km 35

O Monte Airó é considerado por muitos o “Gerês de Barcelos” e a alcunha assenta que nem uma luva, pois realmente é muito bonito e a vegetação assemelha-se à encontrada nos montes e vales idílicos do Gerês.
Nota positiva para este facto e para a existência de mais um abastecimento ligeiro (água e barritas) que foi a cereja no topo do bolo para a organização ao nível alimentar. Neste cume nada de negativo a apontar.




Como fiz o percurso sozinho e tinha uma dor chata no gémeo direito, apesar de ter passado a tempo no posto de controlo para atacar os restantes cumes, decidi desviar para o centro por precaução e não foi má escolha. A chega à cidade foi rápida e após passagem pela meta logo chegou o sms com o tempo: 4:24m.
Não foi grande tempo mas no final o que ficou foi um conjunto de recordações que superam qualquer tempo ou posição.

Neste ano, por incrivel que pareça, consegui que o banho fosse em água quente...e o almoço foi de alto nivel com comida de ciclista e tudo (esparguete).

RESUMO: Venha o próximo.

Ficam as fotos.

5 CUMES 2009


5 CUMES 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

3ª Rota da Cebolas - 06/09/2009

Boas a todos,

Aquilo que já esperava veio a concretizar-se neste que foi a 3ª Rota das Cebolas realizado no Castelo da Maia.

O dia amanheceu com bom aspecto e o pessoal que havia confirmado cumpriu o horário (mais ou menos como é costume) e lá fomos em direcção a mais um evento Caça Mouros.
A partida foi feita sem contratempos e a bom ritmo, com um numero interessante de participantes e quando entramos no monte deu para perceber o que nos esperava…um banho de pó.

Os trilhos já eram nossos conhecidos, o pessoal amigo também apareceu em força caso do BTT Team do Castelo e do pessoal do Clube Mondraker

No final o pessoal parecia que tinha vindo de uma batalha...todos camuflados hehehe.

Resumo uma manhã bem passada e coff, coff, coff bem empoeirada como calculava.


S. Pedro volta que estas perdoado!!!!

Venha o próximo e ficam as fotos.

ROTA DAS CEBOLAS



Abraço

Nuno Cunha

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Milha XXI - Na Senda dos Antigos I" - 25/07/2009 - Gerês


Boas a todos,

A intenção de explorar a Geira Romana, na zona de Terras de Bouro já estava há muito presente no nosso ficheiro de “Tracks To Do” e criadas as condições lá nos decidimos contemplar e conhecer os “mui” nobres antigos caminhos dos Romanos.

10:00 já pedalávamos por Terras de Bouro e logo começamos a percorrer os caminhos rurais que nos levariam ao nosso objectivo do dia.
Segundo o track que tínhamos, seria sempre a subir até ao km 15 altura em que atingiríamos a 890mt de altitude. A zona da Geira é lindíssima, sempre acompanhada com vegetação densa, com os menires característicos e reveladores da presença romana na região, com cursos de água abundantes e com garranos a presentear-nos com a sua presença.

Terminada primeira parte da Geira era altura de “empenar”…com o culminar no Monte St. Isabel. Subidas duras, com inclinação na ordem dos 8% e com um calor sufocante que nos levava a esgotar a água rapidamente.
A chegada ao ponto mais alto trouxe também paisagens muito bonitas e mais “habitantes naturais” (garranos) do parque que se abrigavam do calor numa mata de cedros . Após um reforço alimentar iniciamos a descida novamente até Terras de Bouro…A descida tinha um sinal de perigo com a indicação de 10% inclinação…foi sempre a abrir.
Finda a descida entrada novamente na Geira para a parte final e foi aí o ponto mais “perigoso” de todo o passeio…tivemos um encontro imediato com um espécime de origem bovino que não achou muita graça ter sido “empurrada” e vai daí toca a investir contra nós!!!
“Abre que ela vem aí!!!” mas a bicha lá se decidiu a deixar-nos passar em direcção ao nosso destino.

Chegada por volta das 14:30 a Terras de Bouro e hora do almoço com o sentimento de ter feito mais um percurso fantástico na zona do Gerês...

Venha o próximo.

Ficam as fotos.
GEIRA ROMANA

Nuno Cunha

domingo, 13 de setembro de 2009

Via da Prata "o bídeo"

terça-feira, 1 de setembro de 2009

EMPENOS À BORLA


Rota das Cebolas

Local: Maia
Data: 6 de Setembro
Distância: 35kms (orientado por guias)
Autonomia: total (possível abastecimento no final)
Inscrições: não há

Passeio Rural
Local: Vila do Conde
Data: 12 de Setembro
Distância: 40kms (orientado por Gps)
Autonomia: abastecimento intermédio e abastecimento final
Inscrições: grátis; até 9 de Setembro

Raid das Marés
Local: Matosinhos
Data: 26 de Setembro
Distância: 80kms (orientado por guias ou por Gps)
Acumulado: 1260m
Autonomia: total
Inscrições: grátis; até 21 de Setembro

Manobras IX
Local: Famalicão/S.Tirso
Data: 3 de Outubro
Distância: 70kms (orientado por guias ou por Gps)
Acumulado: 2240m
Autonomia: total
Inscrições: não há

domingo, 9 de agosto de 2009

+ Fotos Maria da Fonte 2009

Boas

Afinal as fotos do Paulo Ministro tiradas nos Trilhos da Maria da Fonte V não estavam perdidas! Depois de uma demorada remodelação do site eis que surgem as fotos na zona técnica e enlameada. A boa notícia é que agora já se pode fazer o download das fotos com alguma qualidade (680x1024) pela módica quantia de 4€… dass
Seguem as fotos mitradas:

Cumps
Bruno Cunha

terça-feira, 14 de julho de 2009

Via Prata 2009 - Régua - Santiago Compostela





Ambição. Perseverança. Força de vontade. Sofrimento. Concretização

Palavras que definem a viagem que nos levou a partir de terras lusas com destino a terras de “nuestros hermanos” com um objectivo na mente: Santiago de Compostela.
À partida os números assustavam e depois de contas feitas e com 4200mts de altitude acumulada e passados 360km, o sentimento de dever cumprido sem nunca defraudar as nossas expectativas apesar dos contratempos, ao entrar na Praça do Obratório em Santiago de Compostela, foi, é e será sempre magnifico.


Dia 1

7:35 – Saída de Ermesinde de comboio até à Régua.
A viagem correu muito bem, sempre na cavaqueira, com as bikes bem acomodadas e com um “companheiro” de circunstância até Penafiel que até ajudou à missa com o revisor…os dois eram companheiros de pedaladas e só faltou fazermos a viagem de borla.

9:16 – Chegada à Régua.

Primeiro carimbo e logo a seguir ao café da praxe toca a pedalar em direcção a Vila Real. A intenção inicial seria seguir pela linha do Corgo, que foi fechada para obras de restauro, mas abandonada essa ideia decidimos fazer o percurso pela nacional 313 que liga Régua a Vila Real. Percurso muito bonito, com vales até perder de vista sempre com o Rio Corgo e a linha a nosso lado. As subidas acompanharam-nos praticamente até Vila Real mas pelas paisagens, pelas pessoas que até nos ofereceram boleia até ao cimo do monte para evitar as difíceis subidas, como pelas deliciosas cerejas que à noite fizeram estragos a alguns mais incautos, valeu a pena a nossa decisão “maluca” para muitos, em fazer esta ligação. A chegada a Vila Real levou-nos também ao almoço e mal engolido que estava logo nos fizemos à estrada em direcção a Chaves. A linha do Corgo de Vila Real até Vila Pouca de Aguiar está desactivada e faz-se sem problema até Tourencinho, altura em que temos de fazer um desvio pois esta parte da via está ainda por limpar…e confirmamos isto pois houve um caramelo que disse “vamos experimentar” e depois foram 2km a penar em cascalho grosso. Chegada a Vila Pouca tempo de reforço e toca a rolar, agora sim por ciclovia, até Pedras Salgadas. Tempo para mais um carimbo e dali a Vidago foi um instante bem como a ligação a Chaves

Dia 2


7:30 – Saída Chaves

O dia começou cedo, tomado o “petit déjeuné” arrancamos em direcção ao Caminho que nos levaria ao nosso destino. Percurso a par do rio, em estradão rápido e com fácil progressão, e rapidamente entramos em terras espanholas por Feces. Primeira vieira e a indicação no marco aparecia 200km que faltam para Santiago. As terriolas espanholas surgiam a bom ritmo e a falta de água que caracteriza este caminho já se fazia sentir uma vez que estariam certamente cerca de 30 graus. Chegada a Verin um pouco confusa pois tivemos de atravessar inúmeras obras que cortam o caminho a meio e não há indicações de alternativas. O GPS foi um meio muito útil com o nosso amigo Bruno nos comando e comigo a “atrapalhar” em algumas situações e a contribuir com alguma ajuda em outras. Almoço “light” e debaixo de um sol abrasador e com temperaturas a rondar seguramente os 35 graus, rumamos ao nosso objectivo sempre percorrendo o caminho passando por vilas e florestas que parecem permanecer intactas há já algum tempo apesar da afluência de peregrinos por estas bandas. A pernoita estava “marcada” para Vilar de Barrio, não sem antes passar por Laza onde começava uma das mais duras provações que iríamos sofrer ao longo do caminho. O pessoal da Guarda Civil sugeriu a subida por estrada mas, aventureiros como somos, nada disso toca a subir pelo Caminho. Começou em estradão largo, depois foi estreitando até que começou a “empenar” nos 290mts (mais coisa menos coisa ) e só parou nos 790mts altitude em apenas 3km. A chegada ao Albergue de Vilar de Barrio fez-se por uma descida muito porreira com o pessoal a atingir uma velocidade muito elevada que por vezes era difícil de conter visto o peso extra das mochilas. Tudo correu pelo melhor e o albergue tem muito boas condições..


Dia 3

8:00 – Saída de Vilar de Barrio

O tempo fresco e a “orvalhada” que se fazia sentir ajudou a fazer o percurso rolante até Xunqueira de Ambia. Os trilhos eram porreiros com zonas verdes deslumbrantes e com descidas muito divertidas. Dali a Ourence foi um instante e mais uma vez a entrada e saída da cidade não foi fácil…faltam indicações e o GPS foi um bom aliado. O que nos esperava (% de inclinação) após Ourence aliado ao calor fez mossa e acabamos esgotados no final do dia. A subida era íngreme, extensa e sem pontos água o que dificultou imenso a progressão. A pernoita foi em Cea, por culpa do cansaço que se abateu sobre mim, e no dia seguinte teríamos de recuperar o tempo perdido.

Dia 4

7:00 – Saída de Cea

O sino anunciava as 7:00 e já estávamos a encher as garrafas de água na fonte da “Plaza Mayor” de Cea e prontos para um dia que se adivinhava quente e muito duro…faltavam 104km até ao nosso objectivo!! Subimos até Oseira e ao descer a caminho de Dozon deparamo-nos com uma magnífica obra de arquitectura secular com uma dimensão brutal. Era o mosteiro de Osseria!! Muito bonito mesmo. À saída do pequeno almoço (com o sentimento de termos sido chulado pela dona do tasco) esperava-nos mais um empeno à espanhola..Subia, subia, subia…mas depois vinha o mais divertido..descidas. Passamos em Dozon e achamos por bem continuar a pedalar, apesar da fome já apertar, até Laxe onde decidimos repor energias. Ainda deu para descansar à sombra pois fazia imenso calor. Toca a pedalar e logo a seguir passamos Silleda, tempo para mais umas fotos, conversa, muita água e mais pedal..até Ponte Ulla. Depois de atravessar a ponte começamos a subir em direcção a Outeiro para o que iria ser o ultimo empeno até Santiago…subida manhosa, cheia de curvas com mais subidas. Depois desta malvadez foi descer e serpentear pelos montes e vales já com as 3 torres da catedral de Santiago à vista. A chegada foi preparada com afinco e com direito a “traje formal”…


Conclusão:


É verdade que fomos “malucos” na escolha do percurso. É verdade que demoramos mais um dia que o previsto e que não chegamos a fazer a etapa extra que o Manuel tinha colocado no dorsal (Santiago – Finisterra). É verdade que, e com pena nossa não conseguimos acompanhar a malta do nosso grupo. Mas também é verdade que passamos momentos muito bons ,com paisagens que só vistas, que passamos por dificuldades muito grandes mas conseguimos superar todas elas, que não tivemos um único problema mecânico nem uma única queda…enfim o titulo diz tudo aquilo que nos moveu, que nos fez pedalar e chegar a Santiago e dizer “ULTREIA ET SUSEIA”.

Um abraço e até à próxima.

Ficam as fotos.

Nuno Cunha